Nº12
Fim de vida dos módulos: IRENA e a Portaria 1.560 do MMA
A energia solar já responde por quase metade da capacidade renovável instalada no mundo, e o parque erguido na última década começa a envelhecer. A IRENA projeta que o descarte anual de módulos passe de 3 milhões de toneladas em 2035 para mais de 25 milhões em 2050, com mais de 400 GW chegando ao fim da operação.
O estudo dimensiona a infraestrutura, mais de 150 instalações de tratamento e 120 mil viagens de caminhão pesado na próxima década, mas não diz quem sustenta o custo operacional dessa rede ano após ano. No Brasil, a Portaria nº 1.560 do MMA, de 2 de janeiro de 2026, prorrogou para 2026 as metas de logística reversa do Decreto 10.240/2020, que lista painéis fotovoltaicos.
A reciclagem de painéis solares só fecha conta quando a receita dos materiais recuperados cobre coleta, transporte e processamento. A IRENA estima esse valor em US$ 6 bilhões por ano em 2040, cifra global e distante. Até lá o custo fica com fabricante, importador ou dono do ativo, conforme o contrato.
O fim de vida útil se decide no contrato que nomeia quem paga o custo operacional da destinação.
FontesIRENA, End-of-life solar PV, 2026, https://lnkd.in/d24gBTuE ; MMA, Portaria nº 1.560, de 2 de janeiro de 2026, https://lnkd.in/dWktQXmw
