O INEL divulgou, com base em dados da ANEEL, que entre janeiro e agosto de 2026 entraram em operação comercial 75 usinas solares, somando 3.520,93 MW, ou 72,6% de toda a capacidade adicionada ao país. A fonte já representa 15,83% da capacidade instalada e concentra 81,19% da potência dos projetos cuja construção ainda não começou.
O que a potência não diz é quanto dessa geração encontra rede para escoar. O ONS publicou, em 17 de junho de 2025, o relatório Diagnóstico e Perspectiva da Evolução dos Cortes de Geração no Brasil, e em 23 de setembro de 2025 a Nota Técnica NT-ONS DOP 0022/2025, com os critérios de gestão de excedentes energéticos, e registra que a restrição de geração é medida técnica de segurança do sistema, não escolha do operador.
Os 81,19% ainda não construídos são o lado bom da notícia: há pipeline vivo e cadeia com escala para entregar. A conta muda para quem dimensiona receita pela energia possível, e não pela que a rede aceita injetar, porque essa diferença sai do caixa do gerador.
Projeto que nasce com margem de escoamento conferida no ponto de conexão chega ao fim da obra com a receita que prometeu.
FontesONS, "Curtailment: informações sobre a gestão de excedentes energéticos", com a Nota Técnica NT-ONS DOP 0022/2025, de 23 de setembro de 2025, https://lnkd.in/drkTbDJa
