Artigo publicado em 29 de setembro por Daniel Lima trata a Waratah Super Battery, de 850 MW e 1.680 MWh em Nova Gales do Sul, como ativo de rede: ela presta um esquema de proteção que deixa linhas existentes operarem mais perto do limite térmico e libera capacidade de transmissão sem obra nova. O caso sustenta a tese de que o ONS passa a reconhecer o armazenamento como forma de reduzir o curtailment brasileiro.
A estimativa do ONS tem contorno mais estreito. Foi dita pelo diretor-geral Márcio Rea em 24 de setembro de 2026, no CNN Talks Energia, em São Paulo: as baterias devem melhorar o curtailment entre 40% e 50%, a depender do resultado do leilão de baterias. E, pela página da EPE sobre o LRCAP de Armazenamento de 2026, os sistemas desse certame têm início de operação em 1º de agosto de 2028.
Aí está a diferença que o paralelo com a transmissão esconde. Uma linha entrega capacidade por décadas e mantém valor ao longo delas. Uma bateria que cumpre função de rede precisa garantir capacidade durante todo o contrato, o que traz reposição de células para dentro do caso de investimento e amarra o ativo a uma geração de tecnologia.
O certame de dezembro define o preço; o plano de reposição define quanto sobra do ativo no fim do contrato.
FontesCNN Brasil, "Baterias podem reduzir cortes de energia em até 50%, estima ONS", 24/09/2026, https://lnkd.in/dA7zNgR4 | EPE, LRCAP de Armazenamento de 2026, https://lnkd.in/d5kAp3wm
