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Armazenamento

Nº205

Bateria de fluxo da Unicamp num mercado dominado pelo lítio

Publicação comentadaPost de Canal Solar: “Pesquisadores da Unicamp desenvolveram uma nova arquitetura de bateria de fluxo que pode tornar o…” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

O Brasil começa a contratar armazenamento em leilão, e a química dominante é o lítio. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp apresentaram uma bateria de fluxo com dois eletrodos cilíndricos concêntricos e circulação interna do eletrólito, sem bombas nem mangueiras externas. O protótipo usa chumbo dissolvido em ácido metanossulfônico, somou 400 ciclos de carga e descarga sem aditivos e tem pedido de patente no INPI, com apoio da Inova Unicamp.

O relatório Batteries and Secure Energy Transitions, da Agência Internacional de Energia, de 2024, registra que o LFP respondeu por 80% do novo armazenamento estacionário instalado em 2023 e que o preço da bateria de lítio caiu de US$ 1.400 por kWh em 2010 para menos de US$ 140 por kWh em 2023.

Contra esse preço, arquitetura nova não disputa o custo da célula. Disputa operação e manutenção. Bomba externa é item rotativo, com selo, filtro e parada programada ao longo de toda a vida do ativo. Tirar a bomba retira um modo de falha recorrente do orçamento de O&M e simplifica a montagem em contêiner.

Entre 400 ciclos de bancada e a vida útil que um contrato de rede exige há uma distância que só ensaio de longa duração resolve. É esse ensaio, e não a patente, que decide se a pesquisa vira ativo.

FontesAgência Internacional de Energia, Batteries and Secure Energy Transitions, 2024, https://lnkd.in/en4gktAK

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗