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Nº211

A próxima disputa industrial é por energia elétrica

Publicação comentadaPost de Dr. Wang Zhiqiang: “The next phase of industrial competition will increasingly be a competition for power.” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

Dr. Wang Zhiqiang escreve que a próxima fase da competição industrial será uma disputa por energia elétrica, com data centers de IA, manufatura avançada, mineração, transporte e processos industriais ficando mais eletrointensivos, e resume o critério em quatro termos: custo, confiabilidade, escala e tempo até a energia disponível.

O relatório Energy and AI, da Agência Internacional de Energia, de 2025, quantifica a pressão: data centers consumiram cerca de 415 TWh em 2024, perto de 1,5% da eletricidade mundial, e devem mais que dobrar, para cerca de 945 TWh em 2030. O mesmo relatório estima que, sem enfrentar os gargalos, cerca de 20% dos projetos anunciados correm risco de atraso, com obras de transmissão levando de quatro a oito anos em economias avançadas.

O tempo até a energia tem dono e tem conta. Linha e subestação de conexão são investimento inicial que alguém banca antes da primeira receita do data center, e esse alguém muda conforme a regra de acesso de cada país. Onde o custo de conexão recai sobre o demandante, o projeto entra com capital próprio; onde é socializado, entra na tarifa.

Para o Brasil, é aí que está a vantagem possível. Energia abundante e limpa resolve custo e escala; prazo de conexão resolve o resto. Quem oferecer ponto de conexão com capacidade firme e data certa disputa essa carga mesmo sem ter o menor preço de MWh.

English version

Dr. Wang Zhiqiang writes that the next phase of industrial competition will be a contest for electricity, as AI data centres, advanced manufacturing, mining, transport and industrial processes become more electricity-intensive, and sums the test up in four terms: cost, reliability, scale and time to power.

The IEA report Energy and AI, published in 2025, puts numbers on the pressure: data centres consumed around 415 TWh in 2024, close to 1.5% of world electricity, and are set to more than double to around 945 TWh by 2030. The same report estimates that, unless the bottlenecks are addressed, about 20% of planned projects risk delay, with transmission build times of four to eight years in advanced economies.

Time to power has an owner and a price tag. The connection line and substation are upfront investment someone funds before the data centre earns anything, and who that someone is depends on each country's access rules. Where connection cost falls on the applicant, the project puts up equity; where it is socialised, it lands in the tariff.

For Brazil, that is where the available advantage sits. Abundant clean power answers cost and scale; the connection timetable answers the rest. Whoever offers a connection point with firm capacity and a fixed date competes for that load even without the lowest MWh price.

FontesAgência Internacional de Energia, Energy and AI, 2025, https://lnkd.in/d3s66u4N

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗