Mercado & regulação

Nº246

Complementariedade e o custo térmico de R$ 1,74 bilhão em agosto

Publicação comentadaPost de Daniel Lima: “A complementariedade entre essas fontes, somada ao papel modulador das hidrelétricas e ao impacto crescente…” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

A primavera empurra a geração solar para o centro da curva de carga. Em artigo de 10 de outubro, o economista Daniel Lima descreve a operação do SIN em 9 de outubro de 2026: solar centralizada de 47.207 MW às 11h16, perto de metade da carga de 101.378 MW, despacho térmico de 10.272 MW e cortes de renováveis no Nordeste de 13.520 MW e 13.985 MW nos dois dias anteriores, com dados do ONS.

O meio-dia, porém, não resolve o custo de manter a térmica disponível no resto do dia. O Boletim Mensal de Custos e Valoração da Segurança da Operação do ONS, de agosto de 2026, registra R$ 1,74 bilhão de custo de operação com geração térmica no mês, com R$ 18,6 milhões, ou 1,1%, de despacho por razão elétrica e nada por garantia energética.

A conta térmica não vem de acionamento fora da ordem de mérito e, por isso, não desaparece quando a solar cobre o pico diurno.

Isso indica onde está o ganho marginal de quem aloca capital: deslocar geração térmica nas horas em que ela segue despachada, no fim da tarde e à noite. Armazenamento e flexibilidade competem por essa janela, não por mais MW ao meio-dia.

FontesONS, Boletim Mensal de Custos e Valoração da Segurança da Operação, agosto de 2026, https://lnkd.in/dqAaSVv7

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗