Uma linha de reciclagem de módulos fotovoltaicos exigiria investimento da ordem de US$ 500 mil a US$ 600 mil, segundo estimativa citada em painel da Intersolar South America Conference em 27 de agosto de 2026. No mesmo debate, a consultora Priscila Alves dos Santos afirmou que cerca de 97% de um módulo pode ser reciclado.
A publicação não diz quem financia essa linha. O Projeto de Lei 753/26, noticiado pela Agência Câmara em 4 de agosto de 2026, obriga fabricantes, importadores e comerciantes a recolher e reciclar painéis, baterias e sistemas de armazenamento, com sistemas de coleta próprios, sem uso do serviço público de limpeza urbana. O texto ainda não foi aprovado.
Sem obrigação em lei, o investimento na cadeia depende de decisão voluntária e não tem receita contratada que o sustente. Aprovada a obrigação, o custo entra no balanço de quem fabrica, importa ou vende, e passa a integrar formação de preço e provisão de descomissionamento.
O que define quando a reciclagem fotovoltaica vira negócio no Brasil é a atribuição legal de quem paga a coleta.
FontesCanal Solar, "Reciclagem de painéis solares ganha urgência, e baterias despontam como próximo desafio", 27 de agosto de 2026, https://lnkd.in/eCUTCgmG ; Agência Câmara, "Projeto determina reciclagem de painéis solares e baterias de energia", 4 de agosto de 2026, https://lnkd.in/dGpadPPB
