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Nº73

Pás eólicas em fim de vida e o porto de Aalborg

Publicação comentadaPost de Kamran Ahmed: “What if a wind-turbine blade didn’t have an “end of life”… but a “next life”?…” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

As primeiras turbinas eólicas europeias chegaram ao fim da vida útil e a pá é o componente que a cadeia não trata em escala. A publicação repostada retoma o Porto de Aalborg, na Dinamarca, onde uma pá descomissionada virou abrigo de bicicletas, caso do Re-Wind Network documentado desde setembro de 2021.

O caso dá destino a uma peça e não informa quem paga o tratamento do volume. A WindEurope, no posicionamento de 16 de junho de 2021 pela proibição do aterro de pás na Europa, projetou cerca de 25 mil toneladas de pás no fim da vida útil por ano até 2025, volume que pode dobrar para 52 mil toneladas em 2030, e registrou que 85% a 90% da massa da turbina já tem rota de reciclagem, o que não vale para a pá.

Enquanto essa rota não é madura e competitiva, remoção, transporte e destinação ficam no orçamento de operação e manutenção do proprietário, num ativo de 20 a 25 anos de vida. Reaproveitamento pontual move uma peça e não altera a provisão.

O custo de fim de vida de um parque eólico é decidido pela rota industrial de tratamento contratada, não pelo número de peças reaproveitadas.

English version below.

English version

Europe's first wind turbines have reached the end of their operating life, and the blade is the component the supply chain still does not treat at scale. The reposted publication revisits the Port of Aalborg, in Denmark, where a decommissioned blade became a bicycle shelter, a Re-Wind Network case documented since September 2021.

The case gives one part a destination and does not say who pays to treat the volume. WindEurope, in its 16 June 2021 position calling for a Europe-wide landfill ban on blades, projected around 25,000 tonnes of blades reaching end of life per year by 2025, a volume that could double to 52,000 tonnes by 2030, and recorded that 85% to 90% of a turbine's mass already has an established recycling route, which does not apply to the blade.

While that route is neither mature nor cost-competitive, removal, transport and disposal sit in the owner's operation and maintenance budget, on an asset with a 20 to 25 year life. One-off repurposing moves a part and does not change the provision.

The end-of-life cost of a wind farm is decided by the contracted industrial treatment route, not by the number of parts repurposed.

FontesWindEurope, Wind industry calls for Europe-wide ban on landfilling turbine blades, 16 de junho de 2021, https://lnkd.in/dCWyXsxV ; designboom, Denmark is repurposing discarded wind turbine blades as bike shelters, 27 de setembro de 2021, https://lnkd.in/dnbGxsk8

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗