O Banco Central do Brasil divulgou os destaques do Relatório Focus de 28 de agosto de 2026, com as projeções medianas de mercado: IPCA de 5,01% em 2026 e 4,28% em 2027, PIB de 1,92% e 1,50%, e Selic de 13,75% e 12,00% ao ano.
A projeção não diz quem paga a diferença quando ela não se confirma. O BNDES registra, na página da Taxa de Longo Prazo do seu guia de custos financeiros, consultada em 2 de setembro de 2026, que a parte variável da taxa é o IPCA apurado pelo IBGE, varia mês a mês, é capitalizada e incorporada ao principal da dívida, e que os valores cobrados não coincidem com os de simulação feita a partir de uma única previsão de inflação.
Em usina com receita contratada e reajuste anual, a inflação apurada entra na dívida todo mês e na receita uma vez por ano. Desvio em relação à projeção não altera o contrato de venda: altera o saldo devedor e o índice de cobertura do serviço da dívida. A diferença fica com o acionista, não com quem projetou.
O que decide o resultado do projeto é a defasagem entre o índice que corrige a dívida e o que corrige a receita contratada.
FontesBanco Central do Brasil, Relatório Focus de 28/08/2026, publicado em 31 de agosto de 2026, https://lnkd.in/eedrxXe ; BNDES, Taxa de Longo Prazo, guia de custos financeiros, consultado em 2 de setembro de 2026, https://lnkd.in/gPKqQqQX
