Nº108
Desalination: 9 to 22 MJ per cubic metre
Andrade Bispo publicou uma explicação das etapas de uma estação de dessalinização: captação, pré-tratamento por coagulação, floculação e filtração, osmose reversa sob alta pressão e pós-tratamento com ajuste de pH, remineralização e desinfecção. O texto registra alto consumo de energia e gestão da salmoura.
O comentário da IEA Wired for water: How electrification is transforming desalination, de 22 de março de 2026, dá a escala elétrica desse processo: a osmose reversa de água do mar consome de 9 a 22 MJ por metro cúbico, cerca de 2,5 a 6 kWh por metro cúbico, e as plantas de membrana já respondem por mais de 80% da capacidade instalada no mundo.
Com essa intensidade, a planta é ativo de energia tanto quanto de saneamento. A IEA registra que o consumo elétrico do setor praticamente dobrou desde 2010 e projeta a eletrificação passando de 28% hoje para 50% até 2035. A conta elétrica entra no centro da modelagem e pede contrato longo nas duas pontas: fornecimento e venda de água.
Projetos assim se financiam em contratos de compra de água de prazo longo, que precisam cobrir a tarifa elétrica por duas a três décadas. O desenho que fecha é o acoplado: geração contratada em prazo equivalente ao do contrato de água, em vez de exposição a preço de curto prazo.
SourcesIEA, comentário Wired for water: How electrification is transforming desalination, 22 de março de 2026, https://lnkd.in/dX7s48aB
