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Nº192

Índice de Transição Energética 2026: o avanço estagnou

Publicação comentadaPost de World Economic Forum: “Energy systems are being tested by rising demand, geopolitical uncertainty and affordability pressures, making…” Ver o post completo na publicação da Linus ↗

O Fórum Econômico Mundial divulgou que, no Índice de Transição Energética de 2026, publicado em 18 de junho e com 120 países, o avanço global estagnou e a preparação para a transição recuou pela primeira vez em mais de uma década. Segundo Roberto Bocca, chefe de Energia e Materiais da entidade, os países melhor posicionados são os que reforçam infraestrutura resiliente, sistemas confiáveis e as condições para atrair investimento.

O quadro de investimento aqui vem de fonte independente. O World Energy Investment 2026, da Agência Internacional de Energia, projeta 3,4 trilhões de dólares aplicados em energia neste ano, 5% acima de 2025, dos quais 2,2 trilhões em energia limpa. O crescimento é desigual: 7% nas economias avançadas e na China, contra 4% nos demais mercados emergentes.

A diferença entre 7% e 4% não se explica por recurso natural nem por preço de equipamento. Explica-se pela receita. Capital de longo prazo vai onde existe contrato longo, seja PPA, contrato de capacidade ou tarifa regulada. Onde a remuneração depende de preço de curto prazo, o projeto exige retorno maior para sair do papel.

Para o Brasil, que tem recurso e tem leilão, a variável a acompanhar é o prazo e a firmeza do contrato oferecido em cada certame. É isso que converte potencial em capital instalado.

English version

The World Economic Forum reports that in the Energy Transition Index 2026, published on 18 June and covering 120 countries, global progress has flatlined and transition readiness declined for the first time in over a decade. According to Roberto Bocca, the Forum's Head of Energy and Materials, the best-placed countries are those strengthening resilient infrastructure, reliable systems and the conditions to attract investment.

The investment picture here comes from an independent source. World Energy Investment 2026, from the International Energy Agency, projects USD 3.4 trillion of energy investment this year, 5% above 2025, of which USD 2.2 trillion in clean energy. The growth is uneven: 7% in advanced economies and China, against 4% in other emerging markets.

The gap between 7% and 4% is not explained by natural resource or equipment price. It is explained by revenue. Long-term capital goes where a long contract exists, whether a PPA, a capacity contract or a regulated tariff. Where remuneration depends on short-term prices, a project needs a higher return to get built.

For Brazil, which has the resource and holds auctions, the variable to track is the term and firmness of the contract offered in each tender. That is what turns potential into installed capital.

FontesAgência Internacional de Energia, World Energy Investment 2026, https://lnkd.in/dFdinkZK

Publicação original. Esta análise foi publicada na página da Linus Green Energy no LinkedIn. Abrir a publicação no LinkedIn ↗