Nº366
Aço verde começa no minério: o déficit de pelota para redução direta
A descarbonização do aço começa no minério. Em leitura repostada por Klaus Steven, a Spherical Insights descreve BHP, Rio Tinto, SSAB e LKAB avançando em redução por hidrogênio e eletrificação, e a África do Sul com seis projetos prioritários de hidrogênio anunciados em setembro de 2026, entre eles o DRI de Saldanha, ainda em pré-viabilidade.
O IEEFA, em análise de 19 de março de 2026, registra que o minério de grau para redução direta é parcela pequena da oferta global e cita projeções de déficit: 15 milhões de toneladas por ano até 2030 e 133 milhões até 2040 pela BloombergNEF, e até 16,4 milhões até 2034 pela Midrex.
Usina de DRI a hidrogênio sem contrato de pelota de alto teor fica presa a um insumo escasso. Para o Brasil, o quadro abre espaço: o IEEFA cita Vale e Samarco na expansão da oferta.
Quem garantir minério adequado com contrato longo define o ritmo do aço verde. O hidrogênio entra depois.
English version
Decarbonising steel starts with the ore. In a piece reposted by Klaus Steven, Spherical Insights describes BHP, Rio Tinto, SSAB and LKAB advancing hydrogen reduction and electrification, and South Africa naming six priority hydrogen projects in September 2026, including the Saldanha DRI project, still at pre-feasibility.
IEEFA, in an analysis dated 19 March 2026, notes that direct-reduction grade ore is a small share of global supply and cites shortfall projections: 15 million tonnes a year by 2030 and 133 million by 2040 from BloombergNEF, and up to 16.4 million by 2034 from Midrex.
A hydrogen DRI plant without a contract for high-grade pellets depends on a scarce input. For Brazil this opens room: IEEFA names Vale and Samarco in the supply expansion.
Whoever secures suitable ore on long contracts sets the pace of green steel. Hydrogen comes after that.
FontesIEEFA, Global high-grade iron ore market is set to grow, 19/03/2026, https://ieefa.org/resources/global-high-grade-iron-ore-market-set-grow
