Nº389
Fábricas de eletrolisadores somam 58 GW por ano para menos de 5 GW produzidos
O hidrogênio verde depende de eletrolisadores, quase sempre de arquitetura consolidada. A Evo Hydrogen, em post de Marcelo Bezerra, propõe uma eletrólise que chama de ressonante, sem membranas, com módulos tubulares e fornecedores nacionais. O infográfico compara a proposta com PEM e alcalina só em termos qualitativos.
A disputa de fornecimento é concreta. Segundo a Argus Media, em 19/6/2026, a AIE estima capacidade global de fabricação de eletrolisadores perto de 58 GW por ano no fim de 2025, para menos de 5 GW produzidos, com 60% dessa capacidade na China. Sistemas chineses instalados na China custaram de US$ 500 a 1.100 por kW em 2025, contra US$ 1.900 a 2.500 dos fabricados fora do país.
Com tanta fábrica ociosa, escala sozinha não diferencia ninguém. Cadeia nacional reduz a dependência de um fornecedor dominante e do câmbio, desde que chegue a custo por quilo de hidrogênio comparável. Isso se mede com horas de operação e eficiência publicadas.
Arquitetura nova pode abrir espaço num mercado concentrado. O resultado de campo é o próximo marco que conta.
FontesArgus Media, Green H2 electrolyser sector enters consolidation: IEA, 19/06/2026, https://www.argusmedia.com/en/news-and-insights/latest-market-news/2841836-green-h2-electrolyser-sector-enters-consolidation-iea
