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Baterias no Brasil sobem 50%, para 1.227 MWh, e o custo de operar fica com o dono
O armazenamento com baterias no Brasil deixou de depender de um só uso. Dados da Greener divulgados por Marcio Takata apontam 1.227 MWh contratados em 2026, com estimativa do quarto trimestre, contra 819 MWh em 2025, alta de 50%. Comercial e industrial em média tensão lidera com 511 MWh, mas cai de 51% para 42%, enquanto residencial vai a 219 MWh e microrredes a 174 MWh.
Cada nova aplicação traz um custo que a compra não mostra. O Annual Technology Baseline 2024 do NREL, do Departamento de Energia dos EUA, assume para baterias comerciais O&M fixo de cerca de 2,5% do capex ao ano, para compensar a degradação e manter a capacidade nominal, com vida útil de 15 anos.
Com o mercado espalhado por residências, microrredes e sistemas isolados, esse custo recai sobre donos sem equipe técnica. A economia projetada depende de contrato de serviço que fixe monitoramento, reposição de capacidade e prazo de atendimento.
A diversificação amplia a base de clientes e reduz a dependência de um só segmento. O passo seguinte é vender a bateria junto com quem vai operá-la ao longo da vida útil.
FontesNREL, Annual Technology Baseline 2024, Commercial Battery Storage, 2024, https://atb.nrel.gov/electricity/2024/commercial_battery_storage
