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Módulo em fim de vida como matéria-prima secundária
Artigo publicado no Canal Solar em 3 de setembro de 2026 sustenta que o módulo fotovoltaico em fim de vida é matéria-prima secundária, e cita empresa brasileira de logística reversa com mais de 190 mil módulos gerenciados e eficiência declarada acima de 80% na recuperação de materiais.
A variável que ficou de fora é quanto vale o material recuperado frente ao custo de coleta. O relatório End-of-Life Management: Solar Photovoltaic Panels, da IRENA e do IEA-PVPS, publicado em 2016 com escopo global, projeta 78 milhões de toneladas de resíduo de módulos até 2050 e valor de material recuperado superior a US$ 15 bilhões no mesmo horizonte.
Valor residual dessa ordem, diluído em décadas e concentrado em vidro e alumínio, não cobre sozinho desmontagem e transporte em usina de grande porte, onde o desembolso ocorre antes da receita do material vendido. Provisão de descomissionamento montada sobre valor residual positivo distorce o retorno do projeto.
O descomissionamento de uma usina fotovoltaica é decidido pela provisão contratada para desmontagem e logística.
FontesIRENA e IEA-PVPS, End-of-Life Management: Solar Photovoltaic Panels, 2016, https://lnkd.in/dubEYXxc
