Nº138
Battery storage at a Curitiba grocer and the storage good practice manual
O armazenamento atrás do medidor deixou de ser piloto e passou a ser vendido como solução de fatura no comércio. Um hortifrúti em Curitiba reduziu cerca de 80% a conta de energia, de cerca de R$ 30 mil por mês para R$ 2,8 mil a R$ 3,5 mil, após integrar um BESS de 100 kW e 215 kWh à geração fotovoltaica.
O caso informa a economia e não o custo de mantê-la. O Manual de Boas Práticas em Sistemas de Armazenamento de Energia, publicado pelo MME com a GIZ em julho de 2025 e voltado a projetos atrás do medidor em consumidores comerciais e industriais no Brasil, recomenda prever no dimensionamento inicial a estratégia de reposição da degradação e manter sobressalentes de no mínimo uma peça ou 10% da quantidade instalada.
Isso muda a conta. Peak shaving e migração ao Grupo B optante dependem de a bateria entregar potência nos picos ao longo dos anos. Se a capacidade cai e a reposição não foi orçada, o estabelecimento volta a comprar demanda da rede com o investimento já feito.
O que sustenta a economia de 80% é o orçamento de reposição de capacidade, não o desempenho do primeiro ano.
SourcesMME e GIZ, "Manual de Boas Práticas em Sistemas de Armazenamento de Energia", julho de 2025, https://lnkd.in/dpUJQGJR
