Nº387
Zero Grid avança com Fio B de 60% em 2026, e a carga local define o retorno
O Canal Solar relata, em 4/11/2026, que limites de conexão e de exportação de excedentes levam empresas e produtores rurais ao Zero Grid, em que o controle reduz a geração para não injetar energia na rede. Segundo levantamento da TTS Energia com dados da ANEEL, de janeiro a outubro de 2026 esses segmentos conectaram 1,4 GW de geração própria, 46,2% menos que em 2025, com cerca de R$ 6,5 bilhões investidos.
A Lei nº 14.300/2022, no art. 27, faz a energia compensada pagar parcela crescente do custo de distribuição, o Fio B: 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. A energia consumida no instante em que é gerada não passa pela compensação, e o Zero Grid opera só assim.
O retorno vem da tarifa evitada, sem contrato e sem prazo garantido. Ele acompanha os reajustes da distribuidora e a curva de carga do próprio consumidor. Geração cortada não vira economia, por isso o dimensionamento pelo consumo real, ou com bateria, pesa mais que a potência instalada.
Onde a rede não aceita injeção, o Zero Grid destrava o investimento. O valor fica preso à carga que existe no local.
FontesPlanalto, Lei nº 14.300/2022, art. 27, 06/01/2022, https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/l14300.htm
